Segunda-feira, 2 de Abril de 2007

A Profecia, A Asma e o Objectivo

 

       Quando foi a última vez que escrevi? Não sei, creio que foi ontem, mas sem qualquer significado para mim, pois não gosto de valorizar escritos esporádicos irracionais, chamo-os de rabiscos fúnebres, faço-os na esplanada, na secretária e todos eles significam momento aluado. É bom às vezes, é deleitoso escrever sem pensar no detalhe, alivia a mente abstracta e sempre podemos verificar o nosso talento nas letras feitas à mão, porém não passam de folhas soltas, escritas e desenhadas, que dirigem-se para a lixeira das minhas palavras – acomodei-me à digitalização literária, evoca-me mais credibilidade e sim, eu sei que é estúpido -, solto-as para a reciclagem e penso de seguida no dia esfíngico que faz.
     Não é só a minha melhor amiga que é asmática. Hoje, por volta das nove da manhã: por-favor-necessito-de-oxigénio! Não sei se foi pelo simples facto de dormir com uma gata, ou se é mesmo crónico e isto está a preocupar-me.
     Antes escrevia na casa abandonada, uma página que significou muito para mim, porque nela está patente a amálgama de várias fases, muitas delas relevantes para o meu ego, mas terminei-a, não havia necessidade de mostrar os meus textos a anónimos, por isso criei um novo blog, a profecia, com intenção de não o tornar público, tornando-o assim, privado. Contudo, as pessoas mais importantes da minha vida, poderão ter conhecimento deste canal de palavras, um dia. Não tenciono escrever da mesma forma, a tal que compõe a casa abandonada, desta vez vou escrever com menos ênfase e com mais naturalidade, sem grandes ambiguidades - codificações impenetráveis da realidade.
A profecia, debruça-se pois, no meu diário de vida e em tudo aquilo que envolve uma mudança brusca de teorias individualistas, serão letras biográficas, outras escreverão momentos alheios e ainda haverão aquelas culturalmente faladas e depois é claro, a poesia.
     Falei-vos de asma, também de escritos elaborados no café, ainda acrescentei o objectivo do blog e espero que a profecia tenha um final feliz.
 
 
                                                                                João Gouveia
                                                                                             Funchal, 02 de Abril de 2007  

publicado por Profeta às 15:37
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2 comentários:
De aquiloqueeuescrevo a 12 de Abril de 2007 às 11:08
E terá um final feliz, por certo. Ao percorreres o caminho, saberás conduzir-te até aos finais felizes, porque és capaz disso e de muito mais!
Beijinho, obrigada pelo voto de confiança... :)

PS: "acomodei-me à digitalização literária, evoca-me mais credibilidade e sim, eu sei que é estúpido" -- mas isto não é NADA estúpido. As ideias fluem depressa em nós, João. E ao escrevermos à mão, acabamos por perder metade delas. 'Digitalizando', como tu dizes, tudo é mais fácil de acompanhar e registar, tudo é mais rápido e mais eficiente!


De Joao Gouveia a 12 de Abril de 2007 às 15:28
Sofia, porque não podemos fazer os exames digitalizados? Pois é, mas devíamos, seria muito mais eficiente, como dizes: "(...)As ideias fluem depressa em nós (...). E ao escrevermos à mão, acabamos por perder metade delas. 'Digitalizando', (...) tudo é mais fácil de acompanhar e registar, tudo é mais rápido e mais eficiente!"


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